segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL



Hebreus 6:17-20



Aceito como data do nascimento de Jesus o dia 25 de dezembro tem sido objeto das maiores comemorações ao longo de séculos, tanto no mundo ocidental como também em países orientais.



Independente de ser essa a data real do evento, seu valor transcende, em muito, a prática de festas, presentes e outras ações que, na realidade, poderiam ter lugar em qualquer data do ano.



Avaliando, todavia, a luz da Palavra, qual seria a principal data a ser comemorada no cristianismo, certamente não obteríamos como resposta válida o Natal.



Tal constatação tem como base o conceito apresentado por Paulo, que nos mostra que toda a realização de Cristo, até mesmo a sua morte de cruz, se perderia na história, engolfadas pelos feitos de grandes heróis, se por acaso Ele não tivesse ressuscitado:



“E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou”.

“E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé”...

“E se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.

“E também os que dormiram em Cristo estão perdidos”. (I Cor 15: 14-19).



Certíssimo estava Paulo ao tecer tais considerações, pois Jesus morreu por nossos pecados e tomou o poder da morte e do inferno, uma vez que estávamos condenados pelo salário do erro, que é a morte (Rm 6:23).



Mas sua vitória a nosso favor se identifica no fato de que ele não ficou no túmulo, como queria o diabo, que até providenciou uma pedra sobre a sepultura e guardas a porta (Mt 27: 57-66), mas ressurgiu, após ter libertado aqueles que estavam no inferno, em cadeias (I Pe 3: 18-22).



“Mas também por nós, a quem será tomado em conta; os que cremos naquele que dos mortos, ressuscitou a Jesus nosso Senhor”.

“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação”. (Romanos 4; 24-25).



É tal a importância desse fato que nós, que temos que morrer uma vez (Hb 9:27), esperamos a ressurreição para estar para sempre com o Senhor.



“Bem aventurados aqueles que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. (Ap 20:6).



(I Ts 4;16; Hb 11;35;Fp 3;11; Rm 6:5; Ef 4;6; II Cor 5;15)



“Porque, se crermos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele”. (I Ts 4:14).



A morte e o inferno que ameaçavam o homem, desde o pecado de Adão (Gn 2:17), foram derrotados pela volta a vida de Jesus:



“Mas assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão (Jesus) em espírito vivificante”...

“E agora digo isto, irmãos que a carne e o sangue não podem herdar o reino de deus, nem a corrupção herda a incorrupção”.

“E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, o inferno, a tua vitória”.

“Ora o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei”.

“Mas graças a Deus que nos dá vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”. (I Cor 15:45-57).



Ora, diante de tão avantajada justificativa, de que a ressurreição é o efetivo marco da nossa redenção, não estaria, então, prejudicada a consideração relativa ao nascimento de Jesus? A resposta é um sonoro NÃO!



Para que melhor entendamos isso, devemos voltar a promessa de Deus para Adão e Eva após o seu pecado, que os expulsou do paraíso, mas que não os excluiu do amor e da compaixão divina:



“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: está te feri a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Gn 3:15).



A serpente, ou o diabo, seria esmagado, não por uma força espiritual intangível, mas sim pela semente da mulher: um homem.



Ressurgir é uma condição que somente pode ser aplicada para alguém que morreu e a morte somente pode atingir aquele que tem a condição humana. Espíritos não morrem.



Isso nos leva a uma seqüência lógica e fundamental:



CRISTO NASCE EM CARNE

à

JESUS MORRE NA CRUZ

à

JESUS RESSURGE

à

A REDENÇÃO É DADA AO HOMEM



O nascimento de Jesus, comemorado no natal, tem, portanto, um significado muito mais profundo do que seria possível visualizar em um primeiro olhar, mesmo no contexto da religião formal.



Certos pontos precisam ser claramente marcados:



1-UMA DÍVIDA IMENSA PESAVA SOBRE O HOMEM: Cl 2: 13-15;



2- DEUS DECIDIU PAGAR ESSA DÍVIDA E REMIR O DEVEDOR NÃO PODENDO, CONTUDO, UTILIZAR QUALQUER VALOR MATERIAL QUE ESTIVESSE AO SEU ALCANCE: I Cor 6:20; I Cor 7:23; At 20:28; Ap 5:9; I Pe 1:18-19;



3- O ÚNICO PREÇO CAPAZ DE ALCANÇAR A REMISSÃO ERA O DE SANGUE, CONFORME O PRÓPRIO SENHOR DETERMINARA: Hb 9:22; Ef 1:7;



4- O SANGUE CARACTERIZA A VIDA DOS SERES QUE HABITAM A TERRA, MAS AQUEL DOS ANIMAIS SOMENTE TINHAM VALOR SIMBÓLICO (Hb 10:1-6) E O DOS HOMENS SE ENCONTRAVAM PREJUDICADOS POR SEUS PROPRIO DELITOS, NÇÃO CONTENDO O AMOR DE DEUS: Mc 8:37; I Cor 13:3;



5- A ÚNICA SOLUÇÃO POSSIVEL SERIA UM HOMEM SEM O PECADO DE ADÃO QUE PUDESSE DERRAMAR SANGUE PELOS OUTROS E NÃO POR SI MESMO, ALGUÉM NASCIDO DO PRÓPRIO DEUS, OU SEJA, JESUS: At 26:23; I Pe 3:18; Gl 1:4; Mt 1: 18-25;



A importância da realidade de que Jesus veio em carne, como um homem normal, é fundamentada pela carta de João, onde fica estabelecido que somente quem admite tal verdade é regido pelo Espírito Santo (I Jo 4:2).



6- A PARTIR DO MOMENTO EM QUE JESUS SE TORNOU CARNE FICOU ESTABELECIDA UMA CUMPLICIDADE, UM COMPROMETIMENTO ENTRE O SENHOR DO UNIVERSO E O HOMEM, QUE EM LUGAR DE SIMPLES CRIATURA PASSOU A SER CONSIDERADO FILHO DE DEUS (I Jo 3:1) :



“No principio erro o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

“Ele estava no princípio com Deus”.

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. ..

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1: 1-14).



7- A REALIDADE DE JESUS, DEUS/HOMEM, RETIRA TODAS AS BARREIRAS QUE EXISTIAM E QUE ERAM SIMBOLIZADAS PELO VÉU QUE SEPARAVA O LUGAR SANTO DO LUGAR SANTÍSSIMO: Lv 16:2; Lc 23:45; Hb 6:19. ISSO NOS COLOCA DIANTE DE UM DEUS QUE ENTENDE, QUE PERDOA, QUE PODE NOS AJUDAR EM TUDO:



“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; porem um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”. (Hb4: 14-16 e Hb 5: 1-5).



O Natal é, pois, o cumprimento das promessas de Isaias sobre a vinda de um menino, redentor (Isa 7:14; Isa 9:6-7) e reafirma, outra vez e a cada comemoração que a salvação, como dom de Deus, somente pode ser apropriada por Jesus Cristo e por nenhum outro caminho, moral, religioso, filosófico ou humano (Jo 14:6).



“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12)
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Majestoso ____

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009